sábado, 1 de novembro de 2008

Juventude.


Vejo com tristeza a juventude de hoje. Quando era criança, imaginei que chegar à adolescência me faria contribuir um pouco mais para um mundo melhor. Sim, uma vez que capazes de analisar o mundo com outros olhos e posicionar-se de forma precisa para possíveis melhorias, seríamos então cidadãos e então, teríamos um certo valor. Mas, ao chegar aos 17 anos, além de ver o quanto o tempo passou, obervo com tristes olhos no que se tornou a minha geração. Hoje em dia, o que importa às pessoas da minha idade é somente o álcool, as festas, farras, drogas, sexo, enfim, eles não se preocupam realmente com a vida ou com o lugar onde vivem, apenas com a popularidade que terão caso adquiram um novo vício naquela festa badalada (entre tantas outras que haverão esta semana). De um tempo pra cá, tenho frequentado mais as festas e sinto-me totalmente por fora! Todos os meus amigos tem uma lata de cerveja em mãos. E imaginem o quão perdido fico ao recusar o gole que alguns me oferecem.

Somos produtos do meio também e a sociedade, claro, tem sua parcela de culpa por aceitar, e admirar, que os adolescentes cheguem cada vez mais cedo à este ponto. Me acho então, diferente dos demais e por incrível que pareça me pergunto quem mudou: eu ou eles? Vários amigos se dispersaram em favor desta realidade e hoje os encontro neste estado deplorável do vício, uma outra face da marginalidade. Podem me achar antiquado, mas não jogo a minha vida fora como tantos, que mesmo esclarecidos dos problemas futuros (que futuro ?! alguns nem esperanças tem de ter um!), se satisfazem com o "bem"-estar que a situação lhes causa.

Tudo isto resulta em adultos sem o conhecimento de mundo necessário para fazer a diferença. Jovens incapazes de discorrer sobre os problemas que afetam seu país, e portanto, incapazes de fazer por si mesmo.

Eu não mudei, mas também não sou o mesmo de sempre. O fato é que eu QUERO ser diferente dos demais...

2 comentários:

Anônimo disse...

amigooo

eh verdade hj em dia o mundo ta cada vez pior
sempre uns determinando outros
e opior... esses outros aceitam

tmb passolonge dessas coisas

Debora Morais :) disse...

concordo com o que disse.
#o blog ta demais ;*