
"O Analfabeto Político
Bertolt Brecht
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
Inicio minha postagem com esta reflexão, para falar aqui de um tema muito polêmico, mas extremamente necessário: a política.
O conceito de política surge na Grécia Antiga, mais precisamente em Atenas, berço da democracia. Devido a vida em sociedade, era necessário algo que organizasse o convívio entre diferentes. A política nasce então, da pluralidade humana e com o objetivo de garantir a vida, em seu sentido mais amplo.
O homem é, essencialmente, um ser político. Isto não significa que ele tem apenas o direito de votar, mas que queiramos ou não, gostemos ou não, praticamos a política no dia-a-dia. Estamos fazendo política quando tomamos decisões no trabalho, quando exigimos nossos direitos ou lutamos para defender as causas sociais. Mas, discutir política hoje em dia, virou um problema, pois acabamos confundindo a política com 'políticos', o que não deve ser feito! Vivemos em um país democrático , o povo governa em prol do próprio povo (embora as coisas estejam um pouco distorcidas no nosso país). Usamos a democracia para praticar a política. Portanto, nós somos responsáveis, politicamente, pela luta por justiça social e uma sociedade verdadeiramente democrática para todos.
E como colocou Bertold Brecht, em suas sábias palavras, há quem diga que odeia política, não sabendo das consequências de sua ignorância. Mas este conceito vai além e se aplica também, na minha opinião, àqueles que se recusam a praticar a política e simplesmente, anulam seu voto. Cheguei então, onde queria chegar. Acho, simplesmente, um ato pra lá de covarde! É um gesto político, claro, daqueles que sentem-se alheios às decisões. Mas veja só, quando nos omitimos da responsabilidade que temos com a sociedade, deixamos nas mãos dos outros o nosso futuro, o futuro da nossa cidade, do nosso estado, país.. Talvez aquele voto tivesse feito a diferença, e por existirem pessoas que jogam fora este direito, tudo continua como está! O pior é que ainda ouvimos críticas dessas pessoas à realidade. E como podemos criticar se, quando nos cabe a responsabilidade de mudá-la e fazer valer nossa opinião, damos as costas, fechamos os olhos, não se importando com as consequências deste ato falho ? Este tipo de analfabetismo deve ser erradicado.
Se olharmos pra trás, veremos o quanto sofremos por não podermos escolher nossos governantes e politicar. Veremos, então, que a mudança partiu das classes dominadas que lutaram contra a repressã
o, exigiram seus direitos, gritaram e foram ouvidas. Criticaram, agiram e conseguiram! Veremos um passado marcado por essa importante conquista, que me fez viver hoje em uma sociedade democrática. E é por esse passado de lutas, que tenho a consciência de que meu voto é minha única arma e o único meio que tenho para me fazer ser ouvido. Votar nulo, seria então, jogar fora essa arma, calar-se, e pior: recusar assumir-se cidadão, desprezar toda a luta de uma geração. Eu não me vejo digno disso, e nenhum de nós o somos! Fica aqui minha indignação aos que anulam seu voto, que enganados, com o intuito de protestar, acabam agravando os problemas do nosso país.Bom gente, essa é a minha opinião. Espero comentários com a opinião de todos e estou abrindo também uma enquete: Você é a favor do voto nulo ? Votem!




Enfim, é um filme que 'agrada a gregos e troianos', que une a complexidade dos sentimentos e particularidades de cada ser humano com o humor de uma família desajustada em uma situação excêntrica! Recomendadíssimo, fica a dica...