sábado, 1 de novembro de 2008

Juventude.


Vejo com tristeza a juventude de hoje. Quando era criança, imaginei que chegar à adolescência me faria contribuir um pouco mais para um mundo melhor. Sim, uma vez que capazes de analisar o mundo com outros olhos e posicionar-se de forma precisa para possíveis melhorias, seríamos então cidadãos e então, teríamos um certo valor. Mas, ao chegar aos 17 anos, além de ver o quanto o tempo passou, obervo com tristes olhos no que se tornou a minha geração. Hoje em dia, o que importa às pessoas da minha idade é somente o álcool, as festas, farras, drogas, sexo, enfim, eles não se preocupam realmente com a vida ou com o lugar onde vivem, apenas com a popularidade que terão caso adquiram um novo vício naquela festa badalada (entre tantas outras que haverão esta semana). De um tempo pra cá, tenho frequentado mais as festas e sinto-me totalmente por fora! Todos os meus amigos tem uma lata de cerveja em mãos. E imaginem o quão perdido fico ao recusar o gole que alguns me oferecem.

Somos produtos do meio também e a sociedade, claro, tem sua parcela de culpa por aceitar, e admirar, que os adolescentes cheguem cada vez mais cedo à este ponto. Me acho então, diferente dos demais e por incrível que pareça me pergunto quem mudou: eu ou eles? Vários amigos se dispersaram em favor desta realidade e hoje os encontro neste estado deplorável do vício, uma outra face da marginalidade. Podem me achar antiquado, mas não jogo a minha vida fora como tantos, que mesmo esclarecidos dos problemas futuros (que futuro ?! alguns nem esperanças tem de ter um!), se satisfazem com o "bem"-estar que a situação lhes causa.

Tudo isto resulta em adultos sem o conhecimento de mundo necessário para fazer a diferença. Jovens incapazes de discorrer sobre os problemas que afetam seu país, e portanto, incapazes de fazer por si mesmo.

Eu não mudei, mas também não sou o mesmo de sempre. O fato é que eu QUERO ser diferente dos demais...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

I'm yours - Jason M'raz

Vários telespectadores da novela 'A Favorita', da Rede Globo, já disseram que adoram a trilha sonora internacional. Bem, essa música é uma das melhores da trilha, na minha opinião e é fundo para os momentos de Alícia (Thaís Araújo) e Cassiano (Thiago Rodrigues), embora sirva para qualquer casal apaixonado. Simplesmente, linda!


domingo, 12 de outubro de 2008

Cada povo tem o governo que merece.




Prefeito Eleito:
Jaime Batista - DEM

49%

3.935 votos válidos





3.742 votos válidos



Grimaldi Alves - PMN
2%
230 votos válidos





Há exatamente uma semana, todos os brasileiros, a partir dos 16 anos, foram às urnas votar e escolher os seus representantes. Para mim, houve um grande regressão no modo de se fazer política e no pensamento das pessoas. Enfim, o resultado não poderia ser pior. Presenciei o grande desrespeito com o povo, a grande sujeira que foram estas eleições, o dinheiro ditando as regras, promessas falsas, uniões de fachada, discursos extremamente demagógicos e o povo mais uma vez se vendendo a ladrões baratos, sem o mínimo pudor... Mas, cada povo tem o governo que merece, e observarei, nestes 4 anos, o povo sofrer nas mãos de "fichas sujas", que já provaram do que são capazes. Não há um mal que não venha para o bem e essas eleições vão servir para abrir os olhos de um eleitorado cego e sem consciência (em outras palavras, burro) que nós temos, capazes de venderem a própria dignidade. Só espero que essas pessoas vendidas, economizem os 50, 100 reais até 2012, ou então, já sabem a quem pedir esmolas, já que elegeram alguém para isso mesmo...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

One Tree Hill




One Tree Hill é um seriado americano, criado por Mark Schwahn, que estreou em 23 de setembro de 2003 na Warner Bros. A série retrata os dramas, as paixões, alegria e tristezas de dois irmãos: Lucas e Nathan Scott. Eles são filhos do mesmo pai: Dan Scott, que no colegial envolveu-se com a mãe de Lucas, Karen, e depois abandonou-a ainda quando grávida. Dan então casou-se com Deb e da relação nasceu Nathan. Os dois se evitam, até que Lucas vai jogar no mesmo time que Nathan, fazendo com que encarem a realidade o que ocasiona em uma disputa não só pelas quadras de basquete, mas também pelo coração da namorada de Nathan: Peyton. O fato de Nathan não aceitá-lo e Lucas nunca ter sido aceito pelo pai, faz com que os dois procurem lutar contra o que eles realmente são, mas logo descobrem que eles tem mais em comum do que imaginavam...

Atualmente, estou acompanhando a primeira temporada, fazendo download dos episódios pela comunidade oficial no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=64387

O SBT já está exibindo a 4ª temporada, todo domingo, às 11:00h e a FOX inicia a 5ª temporada em Outubro.


Na foto: Lucas (de camisa branca) e Nathan.

Para não perder o hábito!

Estive afastado durante um bom tempo devido a preocupações com os estudos (final de semestre apertado) e um pouco de preguiça (férias e tal). Mas, estou de volta!
Fica a dica. ;)

domingo, 13 de julho de 2008

Política e Analfabetismo Político.


"O Analfabeto Político
Bertolt Brecht


O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."

Inicio minha postagem com esta reflexão, para falar aqui de um tema muito polêmico, mas extremamente necessário: a política.
O conceito de política surge na Grécia Antiga, mais precisamente em Atenas, berço da democracia. Devido a vida em sociedade, era necessário algo que organizasse o convívio entre diferentes. A política nasce então, da pluralidade humana e com o objetivo de garantir a vida, em seu sentido mais amplo.
O homem é, essencialmente, um ser político. Isto não significa que ele tem apenas o direito de votar, mas que queiramos ou não, gostemos ou não, praticamos a política no dia-a-dia. Estamos fazendo política quando tomamos decisões no trabalho, quando exigimos nossos direitos ou lutamos para defender as causas sociais. Mas, discutir política hoje em dia, virou um problema, pois acabamos confundindo a política com 'políticos', o que não deve ser feito! Vivemos em um país democrático , o povo governa em prol do próprio povo (embora as coisas estejam um pouco distorcidas no nosso país). Usamos a democracia para praticar a política. Portanto, nós somos responsáveis, politicamente, pela luta por justiça social e uma sociedade verdadeiramente democrática para todos.
E como colocou Bertold Brecht, em suas sábias palavras, há quem diga que odeia política, não sabendo das consequências de sua ignorância. Mas este conceito vai além e se aplica também, na minha opinião, àqueles que se recusam a praticar a política e simplesmente, anulam seu voto. Cheguei então, onde queria chegar. Acho, simplesmente, um ato pra lá de covarde! É um gesto político, claro, daqueles que sentem-se alheios às decisões. Mas veja só, quando nos omitimos da responsabilidade que temos com a sociedade, deixamos nas mãos dos outros o nosso futuro, o futuro da nossa cidade, do nosso estado, país.. Talvez aquele voto tivesse feito a diferença, e por existirem pessoas que jogam fora este direito, tudo continua como está! O pior é que ainda ouvimos críticas dessas pessoas à realidade. E como podemos criticar se, quando nos cabe a responsabilidade de mudá-la e fazer valer nossa opinião, damos as costas, fechamos os olhos, não se importando com as consequências deste ato falho ? Este tipo de analfabetismo deve ser erradicado.
Se olharmos pra trás, veremos o quanto sofremos por não podermos escolher nossos governantes e politicar. Veremos, então, que a mudança partiu das classes dominadas que lutaram contra a repressão, exigiram seus direitos, gritaram e foram ouvidas. Criticaram, agiram e conseguiram! Veremos um passado marcado por essa importante conquista, que me fez viver hoje em uma sociedade democrática. E é por esse passado de lutas, que tenho a consciência de que meu voto é minha única arma e o único meio que tenho para me fazer ser ouvido. Votar nulo, seria então, jogar fora essa arma, calar-se, e pior: recusar assumir-se cidadão, desprezar toda a luta de uma geração. Eu não me vejo digno disso, e nenhum de nós o somos! Fica aqui minha indignação aos que anulam seu voto, que enganados, com o intuito de protestar, acabam agravando os problemas do nosso país.

Bom gente, essa é a minha opinião. Espero comentários com a opinião de todos e estou abrindo também uma enquete: Você é a favor do voto nulo ? Votem!

sábado, 5 de julho de 2008

Dica de filme: Pequena Miss Sunshine

"Um filme modesto para se tornar grande"
Folha Online - 19/10/2006

É isso aí, Pequena Miss Sunshine é um filme e tanto, mesmo que bastante singelo, comparado às produções que lhe são contemporâneas. O filme aborda temas 'pesados' como a adolescência problemática, fracasso profissional, drogas, homofobia e suicídio sem perder o senso de humor. Enfim, um filme perfeito!
Os protagonistas são os membros da família Hoover, moradores do Novo México. Richard (Greg Kinnear) é o pai, um palestrante motivacional que está tentando vender seu programa de auto-ajuda chamado os 9 passos, que promete transformar qualquer pessoa em um vencedor, embora não consiga ele mesmo ser um. Sheryl (Toni Collette) é a mãe, mulher que trabalha fora e também exerce as funções domésticas em casa. Seus filhos são Dawyne (Paul Dano) e Olive (Abigail Breslin). Dawyne resolveu fazer o voto do silencio até conseguir se integrar na escola de pilotos das Forças Armadas: não fala há meses e segue a filosofia de Friedrich Nietzche. Olive é uma menina de 9 anos que sonha em se tornar miss. Frank (Steve Carrell) é irmão de Sheryl, um professor universitário que se diz maior conhecedor sobre a vida do escritor Marcel Proust e que recentemente tentou o suicídio. Completa o grupo Edwin (Alan Arkin), o pai de Richard. Um senhor que foi expulso do asilo por ser viciado em heroína.
Essa família disfuncional, e que dificilmente se entende, viaja a bordo de um kombi amarela, com defeito, para levar a caçula da família a um concurso de beleza infantil. Durante a viagem, o drama de cada personagem se agrava aumentando o clima de tensão e exaltando os ânimos. Pequena Miss Sunshine é mais um daqueles filmes que trata de "perdedores/vencedores", mas que funciona. É cheio de clichês e estereótipos, mas que passam despercebidos devido à brilhante atuação dos atores. Difícil dizer qual o melhor! (Confesso que me apaixonei pela menininha e fiquei encantado com Steve Carrel, o tio Frank!)
Enfim, é um filme que 'agrada a gregos e troianos', que une a complexidade dos sentimentos e particularidades de cada ser humano com o humor de uma família desajustada em uma situação excêntrica! Recomendadíssimo, fica a dica...
Trailler abaixo: